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JJoanesburgo é muito mais do que a porta de entrada e saída da África do Sul.  Moderna e cosmopolita, a metrópole reflete as transformações pelas quais o destino passou desde que reestabeleceu a democracia e a conexão com o resto do mundo em 1994 - quando se deu o fim do Apartheid, regime de segregação racial que dividiu negros e brancos por 46 anos na África do Sul.

BBons exemplos desse processo de mudança são os bairros de Maboneng, 44 Stanley e Braamfontein, antigos distritos industriais que foram revitalizados e se tornaram pontos de encontro de viajantes e sul-africanos descolados. Em todos eles pode-se encontrar restaurantes, cafés, galerias de arte e lojas de grifes locais estilosas. Dependendo do dia, DJs e músicos fazendo jam sessions ao vivo improvisadas - dando mais vida às ruas.

Todos esses bairros são perfeitos para fãs de roteiros gourmet. No Maboneng, por exemplo, aos domingos é realizado o Market on Main, feira gastronômica que acontece dentro de um galpão. Tem de tudo: paellas, hambúrgueres, doces de várias partes do mundo, vinhos, cervejas artesanais e até mesmo frutas, legumes e temperos frescos... Nessas horas, o melhor guia é o paladar e basta se deixar levar por cada banca para encontrar o que se encaixa melhor com seu perfil.

MMas nenhuma passagem por Joburg ou Jozi, como os locais chamam Joanesburgo, fica completa sem uma visita às atrações ligadas à história do país. Entre os destaques está o Museu do Apartheid, dedicado à cronologia do regime de segregação racial. Lá dentro o visitante encontra diversos materiais de época, como jornais, placas e até um carro usado pela polícia para reprimir manifestações. Dedique pelo menos uma manhã ou tarde para conferir tudo com calma.

Saindo de lá a dica é ir ao Soweto, cidade contígua a Joanesburgo e um dos principais focos da resistência contra o Apartheid. Inicialmente concebido como uma “township”, área urbana criada para a construção de habitações para não-brancos, o Soweto teve papel central nas manifestações populares do movimento negro contra o governo. O fluxo de turistas é particularmente grande na Vilakazi Street¸ única rua do mundo onde viveram dois vencedores do Prêmio Nobel da Paz: o arcebispo emérito Desmond Tutu e Nelson Mandela. A casa onde Mandela viveu por 15 anos, por sinal, é hoje um museu cheio de objetos e fotos da família.

Para os fãs de esportes radicais é recomendado esticar o tour até as Orlando Towers, duas torres de energia desativadas que hoje são utilizadas para a prática de bungee jump e queda livre.

Na hora das compras, basta seguir para Sandton e Praça Nelson Mandela para encontrar uma boa oferta de souvenirs, joias, roupas e muito mais. Para observar o movimento basta escolher um dos cafés e restaurantes locais – alguns listados entre os melhores da África do Sul – e relaxar.

Falando de restaurantes locais, em Joanesburgo pode-se comer muito bem com cerca de 250 Rands por refeição (equivalente a R$ 60,00) – o suficiente para pagar entrada, prato principal, sobremesa e uma taça de vinho. Assim como Cape Town, a gastronomia da cidade é bastante variada e com notável influência dos diferentes povos colonizadores.

Enquanto na cidade costeira o destaque são os pratos à base de frutos do mar fresquíssimos, em Joburg o viajante pode se dedicar melhor aos pratos com carnes de caça, como kudu, sprinbok e impala – só para mencionar alguns exemplos.  Outros pratos típicos como pap, espécie de purê de milho branco; o apimentado chakala e o umnqgusho, refeição à base de flocos de milho seco e feijão tida como a preferida de Nelson Mandela, não podem faltar em um tour gastronômico. Para petiscar entre um passeio e outro compre uma porção de Biltong, carne seca marinada com diversos temperos e cortada em tiras. É um dos snacks preferidos dos sul-africanos.

Joanesburgo, a exemplo de qualquer metrópole do mundo, é cheia de pluralidades e merece alguns dias para ser apreciada e descoberta em cada detalhe. Reserve no mínimo dois dias para as atividades,você vai se surpreender e se apaixonar por Jozi.

 

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